quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Grupo de Estudos Feministas convida:

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Prosseguindo com o dia da Consciência Negra faremos um debate sobre saúde da mulher negra com a presença da Mãe Omin, ativista dos direitos da população negra de Londrina.

Local: DCE Centro

Data: 05/12/09 as 14h

Não percam!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ZEIS e as contradições habitacionais em Londrina

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Ontem estava assistindo ao noticiário local pela TV na hora do almoço e vi uma reportagem que me deixou "encafifada". A reportagem mostrada foi a da reintegração de posse que a Cohab-Ldna está prestes a executar de uma população que mora próxima a um fundo de vale. Aos prantos uma senhora já bastante idosa pedia que não fosse despejada dalí e mostrava o título que havia do terreno ganho há mais de 30 anos cedido pelo prefeito da época. Fiquei espantada por que é que vão despejar, ou remanejar, ou o que seja, uma senhora que já está instalada lá há de 30 anos? E, assim acontece com várias outras famílias que moram neste mesmo local (próximo ao final da Av. Santa Mônica- região leste de Londrina). Já estão com suas casas construídas, ampliadas, reformadas e no padrão de suas mínimas necessidades. Se despejarem esta senhora, deverão também despejar os milionários que moram na beira do Igapó e outros tantos que vivem nesta mesma situação, sejam eles ricos ou pobres. Levado ao extremo existem vários locais irregulares em grande parte da cidade. No fim das contas, todo o vínculo que tem esta senhora com a comunidade, vizinhos e toda sua história de vida vão por água abaixo. Outra coisa também não poderia deixar de ser pontuada, há duas semanas fui a um ciclo de palestras do ZEIS- Zona de Interesse Social e vi o compromisso assumido pelo diretor da Cohab com relação a expedição de títulos de terrenos a moradores que ainda não o tinham na cidade, e agora o mesmo em reportagem quer fazer o despejo desta população? Não entendi. Ah sim, as zonas de interesse social passa pela retirada das pessoas dos fundos de vale para colocá-las em quartos de hotel, como sempre aconteceu na cidade, ou para colocá-las em casas do projeto "Minha Casa, minha Dilma", ops, minha Vida, que possuem 30 m2, ah, ninguém é de ferro, 32 m2, que valem R$6.000,00 mas que ao final graças a bolsa empreiteira passa a custar para a população nos fins das contas R$ 32.000,00. Pagando 25 anos! Falo isso porque existem vária pessoas carentes que não conseguem nem ao menos pagar o mínimo da tarifa social da água e da luz, que dependem de bolsa família e que ao serem indagadas da condição de pagar por uma casa da cohab, prontamente relatam o medo de não conseguir pagar e que prefeririam ficar onde estão. Este é o caso de várias famílias da Vila Feliz, região sul, que prefeririam ficar por lá ao invés de serem levadas para outros locais ainda mais ermos e de difícil acesso. A primeira coisa que vem à cabeça da burguesa é a exclamação "ah, já estão escolhendo demais", mas pense comigo, por que é que as pessoas da classe média alta podem escolher onde vão morar, qual mármore vão colocar, e as pessoas pobres não podem nem escolher onde vão morar? Segundo Paulo Freire, é subversão do oprimido o querer ser, o sonhar! Quer dizer o lançamento do ZEIS em Londrina foi só para inglês ver? Só para chamar um evento em comemoração aos 75 anos da cidade?
Ah, e falando em inglês, estes dias foi noticiado o projeto que a prefeitura quer para o calçadão, ao querer sua transformação em uma alameda semelhante aos projetos europeus, com arquitetura que nos remeta à Europa, já que Londrina tem origens européias. Quero poder contribuir nesta discussão, já que querem tornar a cidade europeizada, sem levar em consideração que em quase nada Londrina tem estas características. Comemos feijão, escutamos músicas e temos hábitos mais semelhantes aos afrodescendentes, como ouvi estes dias em uma palestra com um professor Dr. da UEL no assunto. Mais uma vez a análise do "querer ser europeu" implícito nos discursos dos gestores, achei que isto já havia sido superado no século passado. Pouco vejo políticas públicas que melhorem o acesso de bairros na periferia de Londrina, ao contrário só vejo medidas de melhoria de infra-estrutura na região central.
Londrina está seguindo o caminho de Curitiba, a capital mais excludente do país, que já iniciou obras de revitalização central em detrimento de uma população excluída e vivendo na miséria nas periferias...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Momento pintura

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Caros leitores, apresento um quadro que pintei nas horas de tempo livre, nada melhor do que relaxar da louca cidade de Londrina... adoro pintar, embora precise melhorar muito... Já pintei vários quadros, vários deles estão entre os amigos. Gosto de pintá-los, deixo um tempo em minha casa e depois presenteio os compas! Ah, já pintei negros quilombolas, crianças, natureza morta (embora não curta muito), jardins, flores, pessoas em geral. Aprecio muito o realismo e o impressionismo...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Lançamento da Pré Candidatura de Plínio de Arruda Sampaio

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domingo, 22 de novembro de 2009

Evento de saúde da população negra em Londrina

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Ainda sobre a reflexão do dia 20 de novembro, dia da consciência negra, a pedido da militante do movimento negro Mãe Omin coloco a divulgação do II Encontro Municipal de Saúde da População Negra em DST/HIV/AIDS e Doenças Falciforme:
CONVITE

O Ylê Axé Ópo Omim I junto com a Rede de Mulheres Negras - PR tem a honra em convidar vossa Senhoria para o II Encontro Municipal de Saúde da População Negra em DST/HIV/AIDS e Doenças Falciforme, que estará promovendo nos dias 27, 28 e 29 de novembro de 2009, no município de Londrina, na INESUL endereço: Av. Duque de Caxias, 1290.

O II Encontro de Londrina tratará de dar subsídios para esta população organizada na formação de suas lideranças quanto ao DST/HIV/AIDS e Anemia Falciforme que através da pauperização e da feminização presumimos que está muito presente entre a população negra, aliado à outras doenças étnico raciais.



Contando com sua presença e com o seu apoio,
Atenciosamente,


Terezinha Pereira da Silva- Presidente

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Carta aberta de Cesare Battisti

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Carta aberta de Cesare Battisti a Lula e ao Povo Brasileiro

14 de Novembro de 2009 fonte: http://passapalavra.info/?p=14934

Como última sugestão eu recomendo que vocês continuem lutando pelos seus ideais, pelas suas convicções. Vale a pena! Por Cesare Battisti


“CARTA ABERTA”
AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR
LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA
PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
SUPREMO MAGISTRADO DA NAÇÃO BRASILEIRA
AO POVO BRASILEIRO

“Trinta anos mudam muitas coisas na vida dos homens, e às vezes fazem uma vida toda”. (O homem em revolta - Albert Camus)

Se olharmos um pouco nosso passado a partir de um ponto de vista histórico, quantos entre nós, podem sinceramente dizer que nunca desejou afirmar a própria humanidade, de desenvolvê-la em todos os seus aspectos em uma ampla liberdade. Poucos. Pouquíssimos são os homens e mulheres de minha geração que não sonharam com um mundo diferente, mais justo.

Entretanto, frequentemente, por pura curiosidade ou circunstâncias, somente alguns decidiram lançar-se na luta, sacrificando a própria vida.

A minha história pessoal é notoriamente bastante conhecida para voltar de novo sobre as relações da escolha que me levou à luta armada. Apenas sei que éramos milhares, e que alguns morreram, outros estão presos, e muito exilados.

Sabíamos que podia acabar assim. Quantos foram os exemplos de revolução que faliram e que a história já nos havia revelado? Ainda assim, recomeçamos, erramos e até perdemos. Não tudo! Os sonhos continuam!

Muitas conquistas sociais que hoje os italianos estão usufruindo foram conquistadas graças ao sangue derramado por esses companheiros da utopia. Eu sou fruto desses anos 70, assim como muitos outros aqui no Brasil, inclusive muitos companheiros que hoje são responsáveis pelos destinos do povo brasileiro. Eu na verdade não perdi nada, porque não lutei por algo que podia levar comigo. Mas agora, detido aqui no Brasil não posso aceitar a humilhação de ser tratado de criminoso comum.

Por isso, frente à surpreendente obstinação de alguns ministros do STF que não querem ver o que era realmente a Itália dos anos 70, que me negam a intenção de meus atos; que fecharam os olhos frente à total falta de provas técnicas de minha culpabilidade referente aos quatro homicídios a mim atribuídos; não reconhecem a revelia do meu julgamento; a prescrição e quem sabem qual outro impedimento à extradição.

Além de tudo, é surpreendente e absurdo, que a Itália tenha me condenado por ativismo político e no Brasil alguns poucos teimam em me extraditar com base em envolvimento em crime comum. É um absurdo, principalmente por ter recebido do Governo Brasileiro a condição de refugiado, decisão à qual serei eternamente grato.

E frente ao fato das enormes dificuldades de ganhar essa batalha contra o poderoso governo italiano, o qual usou de todos os argumentos, ferramentas e armas, não me resta outra alternativa a não ser desde agora entrar em “GREVE DE FOME TOTAL”, com o objetivo de que me sejam concedidos os direitos estabelecidos no estatuto do refugiado e preso político. Espero com isso impedir, num último ato de desespero, esta extradição, que para mim equivale a uma pena de morte.

Sempre lutei pela vida, mas se é para morrer, eu estou pronto, mas, nunca pela mão dos meus carrascos. Aqui neste país, no Brasil, continuarei minha luta até o fim, e, embora cansado, jamais vou desistir de lutar pela verdade. A verdade que alguns insistem em não querer ver, e este é o pior dos cegos, aquele que não quer ver.

Findo esta carta, agradecendo aos companheiros que desde o início da minha luta jamais me abandonaram e da mesma forma agradeço àqueles que chegaram de última hora, mas, que têm a mesma importância daqueles que estão ao meu lado desde o princípio de tudo. A vocês os meus sinceros agradecimentos. E como última sugestão eu recomendo que vocês continuem lutando pelos seus ideais, pelas suas convicções. Vale a pena!

Espero que o legado daqueles que tombaram no front da batalha não fique em vão. Podemos até perder uma batalha, mas tenho convicção de que a vitória nesta guerra está reservada aos que lutam pela generosa causa da justiça e da liberdade.

cesare-f

domingo, 15 de novembro de 2009

Serra impõe reitor fascista para a USP

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Leia hoje em www.outubrovermelho.com.br

SERRA IMPÕE REITOR FASCISTA PARA A USP

18 anos depois o governo do Estado de São Paulo escolhe reitor para a
USP que não foi indicado pela "comunidade". Serra resolveu acabar de
vez com a atmosfera de falsa democracia que pairava sobre a estrutura
de poder da USP, e o fez com requintes de crueldade: escolheu o
diretor da Faculdade de Direito, o extrema-direita João Grandino
RoTas.

Bom, ficou de uma vez por todas evidente que não existe, e segundo
Serra, não é para existir democracia na mais importante universidade
pública do país. Se Suely Vilela era avessa ao diálogo, o que ficou
demonstrado na ocupação militar do campus, o RoTas é adepto da bate
antes e pergunta depois. Em 2007, ele mandou a polícia expulsar
militantes do MST de dentro do Largo São Francisco, os trabalhadores
rurais participavam de ato conjunto com os estudantes pela
democratização da universidade, e o RoTas mandou descer o sarrafo no
povo.

RoTas também é juiz econômico e arbitra casos e processos de formação
de monopólios no CADE, Conselho Administrativo de Direito Econômico.
Quando a Nestlé estava comprando a Garoto, alguns comparsas seus
foram contra, e ele partiu para a ignorância com eles. Quase saiu
porrada.

Esse é o estilão do cara que vai mandar na USP nos próximos 4 anos:
fascista, policialesco e super-amigo do grande capital.

Que o movimento estudantil esteja preparado, pois ai vem anos de chumbo.